E se você recebesse uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre — mas, para isso, precisasse passar uma noite trancado dentro de um túmulo?
É a partir dessa premissa que nasce O Testamento da Vampira de Paris, uma nova antologia de horror que transforma uma antiga lenda parisiense em um desafio contemporâneo, misturando vampiros, mistério, redes sociais e terror psicológico.
O projeto está atualmente em campanha de financiamento coletivo na Benfeitoria, em parceria com a Cartola Editora, e reúne diferentes autores em torno de uma mesma história: a misteriosa condessa Elisabeth Demidoff.
Conheça e apoie “O Testamento da Vampira de Paris” na Benfeitoria
Uma lenda escondida em Paris
No famoso Cemitério Père Lachaise, em Paris, existe um mausoléu associado à figura de Elisabeth Demidoff. A personagem se tornou parte do imaginário envolvendo o cemitério e, com o passar do tempo, sua história ganhou contornos cada vez mais sombrios.
A lenda conta que Demidoff teria deixado um testamento extraordinário: sua fortuna seria entregue à pessoa capaz de permanecer durante um ano inteiro dentro de seu túmulo.
A história, naturalmente, parece impossível.
Mas é justamente o impossível que alimenta uma boa história de terror.
Na proposta da antologia, a antiga lenda ganha uma nova versão. Em vez de um ano, o desafio contemporâneo exige apenas uma noite dentro do mausoléu.
E a recompensa?
Uma grande fortuna.
Quando uma lenda vira um desafio viral
A história poderia permanecer como mais uma das inúmeras lendas urbanas relacionadas a Paris.
Mas existe um elemento que torna essa versão particularmente contemporânea: a internet.
Um perfil anônimo no TikTok começa a divulgar o desafio. A promessa rapidamente chama a atenção de pessoas diferentes — curiosos, céticos, aventureiros e indivíduos desesperados por dinheiro.
A proposta parece simples.
Entrar.
Esperar.
Sobreviver até o amanhecer.
O problema é que ninguém sabe exatamente o que pode acontecer depois que os portões se fecharem.
E é aí que o horror começa.
Uma antologia, várias perspectivas
Um dos aspectos mais interessantes do projeto é que O Testamento da Vampira de Paris não conta uma única história de maneira tradicional.
A obra funciona como uma antologia, reunindo diferentes contos inspirados pela mesma premissa.
São diferentes personagens, diferentes interpretações da lenda e diferentes formas de enfrentar a mesma noite.
Entre os títulos presentes estão histórias como “A Eternidade Inteira para Sofrer”, “A Noite da Condessa”, “A Outra Face do Mármore”, “A Última Gravação”, “A Última Live”, “O Banquete da Condessa”, “O Espelho da Condessa”, “O Pacto”, “O Preço”, “O Último Inquilino” e “Uma Noite com a Vampira”, entre outras.
Isso permite que a mesma lenda seja explorada por diferentes autores e estilos.
Uma história pode apostar no sobrenatural.
Outra, no suspense.
Outra pode explorar a paranoia.
Outra pode questionar o que realmente existe dentro daquele mausoléu.
E talvez algumas delas nem precisem de uma criatura sobrenatural para provocar medo.
“O Pacto”
Entre todas as histórias que fazem parte desta antologia, “O Pacto” é a minha contribuição para esse universo de terror inspirado na lenda da Vampira de Paris.
Escrever esse conto foi uma oportunidade de brincar com uma das coisas que mais gosto na literatura de horror: pegar uma lenda, uma ideia aparentemente impossível e transformá-la em uma história capaz de deixar o leitor desconfortável — talvez até depois de fechar o livro.
Quando recebi a oportunidade de participar de O Testamento da Vampira de Paris, gostei imediatamente da proposta. A ideia de diferentes autores partirem de uma mesma lenda e criarem histórias completamente diferentes me chamou atenção justamente porque cada escritor pode enxergar o horror de uma maneira particular.
No meu caso, nasceu “O Pacto”.
Não quero revelar demais sobre a história antes que vocês possam lê-la, porque acredito que parte da experiência de um conto de terror está justamente em descobrir aos poucos onde aquela narrativa vai chegar.
Só posso dizer que, para mim, participar desta antologia é também uma forma de colocar meu trabalho ao lado de outros autores que estão ajudando a construir e fortalecer a literatura de horror nacional.
E agora fica o convite: você teria coragem de descobrir o que existe por trás de “O Pacto”?
Um livro físico pensado para colecionadores
O projeto prevê uma edição impressa de aproximadamente 200 páginas, em formato 14 × 21 cm, com capa brochura e miolo em papel pólen de 80g.
A obra ainda estava em processo de revisão no momento da campanha, portanto a diagramação definitiva ainda não havia sido realizada. O projeto conta com organização de Meg Mendes e projeto gráfico de Rodrigo Barros.
Além da edição física, existem recompensas digitais e diferentes modalidades de apoio.
Entre elas estão:
- R$ 15 — nome na lista de agradecimentos e desconto na Livraria da Cartola;
- R$ 25 — livro em PDF;
- R$ 65 — livro impresso, marcador e frete grátis no Brasil;
- R$ 80 — livro físico + versão digital;
- R$ 120 — dois exemplares impressos;
- R$ 500 — dez exemplares;
- R$ 1.000 — vinte exemplares.
A previsão indicada pela campanha para o envio das recompensas é fevereiro de 2027.
E se você aceitasse o desafio?
É fácil imaginar como essa premissa funcionaria fora da literatura.
Você recebe uma mensagem.
Uma conta desconhecida oferece uma fortuna.
A única condição é passar uma noite dentro do mausoléu de uma mulher cercada por lendas.
Você poderia simplesmente ignorar.
Mas então pensa no dinheiro.
Pensa que é apenas uma lenda.
Pensa que alguém já passou por aquilo.
E aceita.
Quando percebe, os portões estão fechados.
O celular não encontra sinal.
A saída desapareceu na escuridão.
E alguma coisa parece estar respirando do outro lado do túmulo.
É exatamente esse tipo de situação que faz o horror funcionar: quando uma decisão aparentemente racional começa a se transformar em um pesadelo.
Uma aposta no terror nacional
Além da história, o projeto chama atenção por reunir uma quantidade expressiva de autores brasileiros em torno de uma mesma proposta.
A Cartola Editora, responsável pela campanha junto à Benfeitoria, trabalha com autores nacionais, traduções e clássicos da literatura e informa já ter financiado mais de 250 projetos por meio de plataformas de financiamento coletivo.
A campanha também estabelece metas adicionais. Ao atingir 100%, os autores concorrem ao Prêmio Cartola de Literatura. Em metas posteriores estão previstos descontos para apoiadores, um possível evento de lançamento em São Paulo e, caso o projeto alcance 350% da meta, uma edição exclusiva em capa dura para apoiadores de recompensas físicas.
Você teria coragem?
Talvez a melhor pergunta sobre O Testamento da Vampira de Paris não seja “a Vampira existe?”.
Talvez seja:
quanto dinheiro seria necessário para convencer você a passar uma noite sozinho dentro do túmulo dela?
Porque, no fim, o terror começa antes mesmo de a porta se fechar.
Começa no momento em que você decide entrar.
E, quando chegar a madrugada, talvez seja tarde demais para descobrir se aquilo era apenas uma lenda.
O Testamento da Vampira de Paris está em campanha de financiamento coletivo na Benfeitoria e reúne dezenas de histórias de horror inspiradas pela misteriosa condessa Elisabeth Demidoff — incluindo “O Pacto”, de Kelly Carvalho.
Se você gosta de terror, lendas urbanas, vampiros, mistérios históricos e literatura brasileira de horror, vale a pena conhecer o projeto.


